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10ª Vitrine de Psicologia da Fatec Ivaiporã debate Identificação de Altas Habilidades

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Identificação, atendimento e desafios no desenvolvimento de pessoas com altas habilidades ou superdotação foram discutidos na continuidade da 10ª Vitrine de Psicologia da Fatec Ivaiporã, na terça-feira, dia 18 de agosto. A palestra foi ministrada pela especialista Denise Maria de Matos, que abordou os sinais, os métodos de avaliação e os obstáculos enfrentados por famílias e escolas.

Para a coordenadora do curso de Psicologia, Vanessa Gonçalves, incluir o assunto na programação permite discutir um campo que exige observação cuidadosa e conhecimento especializado.

“O psicólogo precisa compreender os comportamentos, ouvir a família, considerar as informações da escola e avaliar os aspectos emocionais”, exemplificou Vanessa Gonçalves, que agradeceu à palestrante por se deslocar de Curitiba para conversar com acadêmicos e psicólogos.

Sinais

Ao tratar dos sinais que podem indicar altas habilidades ou superdotação, Denise Matos citou rapidez e autonomia na aprendizagem, vocabulário avançado para a idade, curiosidade acentuada, memória acima da média e raciocínio lógico elevado. “Mas essas características nem sempre resultam em uma identificação precoce”, lembrou.

Segundo Denise Matos, muitos mitos ainda cercam o tema. “Atividades repetitivas podem gerar desatenção, indisciplina ou comportamentos considerados inadequados, principalmente porque essas pessoas costumam apresentar baixa tolerância à repetição. Isso pode camuflar as capacidades e provocar dúvidas sobre o potencial que possuem”, explicou.

No ambiente escolar, a palestrante defendeu a observação dos comportamentos relacionados à superdotação, sem restringir a análise às notas ou ao rendimento em sala. “É preciso verificar como a pessoa reage aos estímulos, enfrenta desafios e elabora respostas, que geralmente apresentam criatividade e soluções pouco convencionais”, afirmou.

Testes padronizados

Na área clínica, testes padronizados podem ser utilizados para verificar o potencial cognitivo e outros comportamentos associados à superdotação. “As informações fornecidas pela escola e pela família também integram essa avaliação”, esclareceu Denise Matos.

Entre os obstáculos enfrentados pelas famílias e escolas, a especialista apontou a desinformação e a permanência de conceitos equivocados sobre altas habilidades. “Outro problema é a necessidade de formação dos profissionais das áreas educacional e clínica para reconhecer as características e compreender as demandas específicas”, concluiu Denise Matos.

A 10ª Vitrine de Psicologia encerra nesta quarta-feira, dia 19 de agosto, com 4 oficinas conduzidas pelos psicólogos convidados: Jordana Fontana, Emílio Bezerra Guedes, Gabrielly Cristini Ferreira, Luiza Sharith Pereira Tavares e Fernanda Santos Garcia.